Indo.
O mundo tem me assustado tanto. A forma como pessoas novas estão indo embora cedo. Indo embora de forma idiota, de forma estúpida. Indo embora quando poderiam ter sido mais cuidadosas, mais conscientes ou então, quando poderiam ter tomado as decisões certas quando eram pra ser tomadas e não pirarem mais tarde.
Toda essa onda de acidentes, suicídios, pessoas indo me remetem a 9 anos atrás. A saudade volta forte, assim como a dor que quase não aparecia mais. Ficam as coisas na cabeça, imaginando o que aconteceu de verdade, o que poderia ter sido evitado. A falta fala alto, os abraços retornam mentalmente, as brincadeiras... tudo.
Um dia eu sei que todos nós vamos embora, mas tem tanta gente que não precisava ir embora tão cedo dessas formas. Tanta gente que poderia evitar a dor, a saudade, a falta, as lágrimas se fossem mais conscientes, se fizessem as coisas certas (sem querer ser politicamente correta, mas já sendo).
Eu sei que essas pessoas foram porque tinham que ir e mesmo que a minha religião me ajude a aceitar essas idas como coisas naturais, ainda me assusta. Ainda me assusta que uma mãe tenha que enterrar o seu filho.
Esse post vai pra Rapha, a menina especialissima, que consegue passar os recados da forma mais delicada e tocante do mundo. Esse foi pela nossa conversa hoje, Rapha.

